quinta-feira, 3 de março de 2011

Polissêmica



VIVER é tão esplêndido que não me interessam os problemas, não me importa essa fúria latente que pulsa dentro do meu peito... Pois eu possuo o dom de transformá-la em tudo o que eu desejar... E eu a converto em AMOR... Em amor incondicional, em alegria de estar vivo, em pura impulsividade, em sensação de liberdade e nessa loucura sublime que me invade com uma doçura amarga. Eu rio de mim mesma, debocho de minhas angustias e de minhas frustrações... Eu caminho sem rumo, falo sonzinha, sobre coisas sem sentido... Amo, me dano, rio, me embriago, caio, levanto, me perco... Só para me reencontrar nos mesmos braços, nos mesmos olhos, no mesmo sorriso... Nos mesmos beijos. Eu amo. Todos os dias, o mesmo homem... Do meu jeito torto, do MEU JEITO. Sou cética, louca e dona de mim. Seleciono NO QUE acreditar. Não desperdiço o meu tempo, não acredito nas pessoas, não digo palavras tolas, não faço nada em vão. Não me escondo por detrás de mentiras, não sou influenciável, enxergo mais do que a mim mesma. Sou forte e vulnerável. Não tenho medos tolos mas tenho medo de tudo. Não me interessa o que você pense, desde que não discorde da minha opinião... Sou inconstante e imutável. Sou sagaz e estúpida. Sou sóbria e demente. Sou tudo e nada, o que sou e o que nunca serei. Uma eterna incógnita. Sou FELIZ.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cubo mágico



A vida é como um desses cubos mágicos... Gastamos horas, semanas, anos... Tentando dispô-la de forma perfeita, tarefa que nunca conseguimos completar. E acabamos morrendo com uma certa sensação de que não vivemos... De que não houve alegrias o bastante, de que as experiências não foram satisfatórias, de que as pessoas importantes não ocuparam o papel fundamental que deveriam... Sentimos que há muito o amor se tornou segundo plano, pois as prioridades foram pouco-a-pouco se invertendo. Mas a verdade é que estávamos ocupados demais, olhando para dentro de nós mesmos, egocentrados em nosso próprio cubo mágico, para enxergarmos qualquer coisa alem do perímetro de nossa então insuficiente existência.

Todos os que amávamos foram embora.

Cada segundo privilegiado que tivemos cessou.

Para que serve um cubo mágico sem suas cores?


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Humanamente desumanos





Hoje eu decidi matar todos os meus sonhos, todos os meus anseios, todas as minhas recordações. Hoje eu decidi matar tudo de vocês que ainda existe em mim. Hoje eu decidi matar toda a minha alegria. Hoje eu decidi deixar um mundo triste em que nada é possível para quem não tem dinheiro ou poder. Um mundo para o qual eu nunca fui nada. Vocês também não são mais nada para mim. Não quero que reste neste universo imundo nem um vestígio de minha boa intenção, de meu frustrado anseio por fazer com que tudo parecesse diferente. Vocês são naturalmente maus. Corrompem e se deixam corromper. São naturalmente gananciosos. Podres. Sem amor. Não é mais viável negar o que já me parece tão claro. Eu os amei. É uma lastima apenas, que não saibam mais o que é o amor. Já não há mais tempo para continuarem a mentir para si mesmos. É tempo de vestir sua própria pele, e assumir o que sempre lhes foi inato. VOCÊS NUNCA FORAM BONS E NUNCA SOUBERAM AMAR.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mais um dia



Tenho ânsia por sentir o vento tocar meu corpo,

Sentir meu corpo, tocar o chão.

Não quero morrer, não quero viver.

Não quero ir para casa, nem permanecer aqui.

Eu tenho um desejo profundo,

Uma vontade insaciável...

Pelo nada.

O vazio domina minha mente

As pessoas já não são mais como antes

Eu, não sou mais como antes.

No âmago de meus desejos implícitos

Ou de sua total inexistência...

No cerne de tudo o que não fui

E de tudo que nunca fui capaz de ser.

Vontade de fechar os olhos,

E nunca ter existido.

O sono e o cansaço

Dominam o meu corpo

Eu me deixo cair sobre o nada

Em minha mente, vans lembranças

De mais um dia que morre,

Exatamente como nasceu:

Com o mesmo ímpeto das coisas,

Cuja a existência já era desnecessária.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Angels-Freunde






Eu os amei, com o mais profundo dos amores.
De certo modo, sempre os amarei,
Através de minhas mais doces lembranças.
Não me importa que sua presença não mais me invada...
Aprendi que existem amigos
Que permanecem para sempre ao nosso lado
E outros em nossa memória.
Com vocês compartilhei os melhores anos da minha vida
E isso é algo que não morre com o tempo.
Eu sinto falta de tudo o que tínhamos,
Da simplicidade com que vivíamos...
Sinto falta de ser uma menina,
De poder chorar sem temor,
De ter mão amigas sempre prontas a me amparar
Vocês sabem como foi, viveram tudo isso comigo,
São parte dos tijolos fundamentais
Que sustentam tudo o que já construí ate hoje.
Vocês choraram minhas lágrimas e riram os meus sorrisos.
Sabem o quanto foi difícil,
Más também sabem o quanto foi válido.

O que não sabem, amigos, é o quanto eu me senti só.
Não sabem que durante os últimos anos
Eu vinha sedendo ao medo...
Vinha me deixando dominar pela insensatez.
Não sabem que eu estava vivendo das lembranças ,
Vivendo do que não existe mais.
Não sabem o quanto eu me senti amarga
E o quanto o processo de aquisição de maturidade
Me pareceu doloroso.
Não sabem o quanto chorei,
O quanto sangrei
E o quanto senti sua falta...

Todavia, isso também passou, meus caros amigos.
De certo modo, me sinto como uma borboleta
Que viveu ao lado de pessoas inesquecíveis
Os primeiros anos de sua existência,
Depois aprisionou-se em seu casulo,
Dentro de si mesma...
E hoje, finalmente se permite alçar voo.
Tenho ânsia de viver...
E de concretizar todos os meus sonhos mínimos
Ânsia por ser fútil e simplória...
Não estou em fase, amigos amados,
De desejar feitos grandiosos
Não faço planos a longo prazo...
Estou em um momento em que cada dia me parece único,
E em que meus olhos
Se tornaram incapazes de, ao menos tentar,
enxergar terras mais distantes.
Sinto-me cheia de vida, como nunca...
Sinto-me feliz.

Tenho aprendido a viver, amigos meus,
Através das boas lembranças
Que me recorrem de nossos bons tempos;
Das más lembranças, de um tempo obscuro,
Em que eu aprendi a ser grande
E a amar as pequenas coisas da vida;
E através de cada instante,
Que vivi, estou vivendo e que vou viver... Um de cada vez.

Muito obrigada, por cada gesto, por cada palavra
E ate mesmo pelo silêncio.
Os agradeço por terem simplesmente
Feito parte da minha história
E por fazerem com que valesse a pena.

Ich Liebe Dich.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal



- Crônica



Quando eu era pequena via o natal como um dia terrível, em que todos estavam felizes, exceto eu. Eu não me entristecia pela felicidade dos demais, me entristecia por não ter a oportunidade de compartilhar de semelhante alegria.

Minha mãe contava catorze anos quando seu pai faleceu, desde então o natal perdera o resplendor, a beleza... Perdera o significado para ela. Em alguns anos, as coisas melhoraram. Não sei por que razão, mas aos poucos, começamos a comemorar de alguma forma aquele dia. E a tristeza que sempre me preenchera naqueles 25 de dezembro de minha infância, dera lugar a uma alegria branda, por ser aquele o único dia do ano em que minha família realmente se unia. Muitas coisas aconteceram entre minha infância e minha adolescência. Ate minha vida perdera o brilho, era de se esperar que eu não pensasse mais em natal. Hoje, muitas coisas voltam ao seu devido lugar. Finalmente podemos receber em nossa casa aquela mesma alegria, que eu assistia em outros lares há quinze anos. O perdão, o respeito, o desejo por uma vida renovada finalmente encontrou lugar em minha família, em nossos corações. A semente de um amor incondicional cresce dentro do ventre de minha pequena irmã. Não só o próximo ano, mas os próximos anos prometem uma realidade diferente de tudo que nos foi apresentado até aqui. E o que nos é prometido não é nada mais que o que realmente merecemos e há tanto esperamos.

Não que o natal seja um dia maravilhosamente diferente, ou qualquer uma das baboseiras que as pessoas geralmente dizem. O natal é um dia como qualquer outro, é totalmente equivocado acreditar em um dia mágico em que todo o mal se apaga e tudo parece perfeito. Isso não existe. A magia do natal esta na união, na representação quase sólida do amor, do carinho, da esperança por dias melhores... Que preenche o coração de todos nós. O natal é um dia como qualquer outro, assim como o primeiro dia de um novo ano também o é. Mas eles não precisam ser dias comuns, nenhum dia precisa ser comum. A magia não é algo que acontece “do nada”, a magia esta dentro de cada um de nós, esta em nossos desejos mais ocultos. Cabe apenas a nós mesmos materializá-la, transformar pequenos sonhos em realidade.

As máscaras da vida





Um dia seus olhos se abriram e ela foi finalmente capaz de perceber o mundo a sua volta. E vislumbrar a mulher amarga que havia se tornado.

Ate ali, ela estava apenas sobrevivendo em meio ao cinza em que se convertera a sua vida.

Ela não se sentia triste nem feliz, apenas vazia. Incapaz de “sentir”.

O coração que um dia possuiu havia sido devorado por uma frieza que não lhe pertencia.

Sua razão havia sido dominada por uma certeza que a enlouquecia.

Ela estava se degradando em meio a todo aquele cinza.

Em sua mente havia lembranças de um tempo em que decidira morrer. Mas por infinitas razões ela se desprovera de tais desejos infrutíferos.

Ela voltara a sorrir. Mas nenhuma alegria era suficientemente intensa para tocar seu coração congelado.

Ela aprendera a usar máscaras, acreditara estar protegida detrás delas. De certo modo estava. Escondida do mundo, presa dentro de si.

Foi nesse momento que seus passos, já tão automáticos, a guiaram por um caminho novo.

Ela se deparou com um olhar profundo, possuidor de um brilho inexplicável e imensamente especial, que com sua luz infinita iluminou e aqueceu toda a sala vazia que havia dentro dela.

Aquela luz foi de uma capacidade transformadora tão intensa que converteu sua “mulher interior”, tão segura e dona de si, em uma garotinha frágil e temerosa... Novamente possuidora de um coração pulsante.

A menina temia tão explosão de sentimentos e mais ainda o desconhecido que a cerca... Mas ela sabia que não poderia encontrar na vida emoção semelhante, se continuasse a se manter “segura” detrás de suas máscaras.