sábado, 11 de fevereiro de 2012
Auto descoberta
A hora da virada
Creio que sou uma boa encantadora de serpentes, desse modo, fico certa de que minhas palavras tocarão o coração covarde que intencionam. Que teu veneno não o engasgue, confesso que tua morte me pareceria bela, mas tua vida me atrai muito mais... Porque quero verte desfrutá-la ao chão, no fundo do poço mais imundo de todo o universo.
Death
Transformation
Até quando?
Porque eu deveria continuar?
Porque eu sempre continuo?
O que diabos me falta que me faz sentir essa lacuna tão grande?
Nenhuma TPM pode durar vinte anos.
Nenhuma depressão pode ser tão persistente.
Porque tanta dependencia? Porque tanta independencia?
O que explica esse desejo latente de ter alguém, quase tão forte quanto o mesmo desejo latente de nunca mais ter ninguém?
Quantos fantasmas bastam para destruir uma vida?
Quantos traumas uma mente pode comportar? - Reais e imaginários...
É difícil precisar se dói mais o que se lembra ou o que não se consegue lembrar.
"Sentir" dói, mas "não sentir" parece sempre doer um pouco mais.
Estamos cada vez mais sozinhos e cada vez mais mutilados.
Mas ainda insistimos em negar tudo isso... e fingir coisas que há muito já não existem.
Não estou certa se nossa geração e as seguintes - se houverem - conseguirão se salvar.... Creio que será necessário um esforço muito grande... Porque o que vejo são pessoas se afundando... se esquecendo... ignorando...
Até quando?
Living crazy
Como sempre, não sei o que esta acontecendo dentro de mim. Há um turbilhão de sentimentos... Me sinto dividida entre a melancolia destrutiva e um estado incomum de alegria gratuita... Minha vida se tornou uma novela absurda e me detenho a lastimar as barbares que a tem acometido, por apenas dois segundos, rir de tudo e seguir em frente, em busca de novos rumos e quem sabe novas barbares. Talvez porque eu tenha finalmente compreendido que a vida tem o seu encanto e concluído que haja o que houver eu quero viver muitos anos, porque a perder, eu não tenho nada. Ou talvez, eu só esteja seguindo a mesma linha e sendo louca como de costume.
Não importa. Definições são irrelevantes, o que importa de fato é que estou FELIZ, como poucas vezes na vida.
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